Ex-deputado Paulo Melo é preso por suspeita de fraude com hospitais de campanha

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, e com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Delegacia Fazendária da Polícia Civil (DELFAZ), realizou na manhã desta quinta-feira (14/05) a ‘Operação Favorito’.

A ação tinha como objetivo cumprir cinco mandados de prisão e 42 de busca e apreensão contra uma organização criminosa que praticou o crime de peculato, ao desviar R$ 3,95 milhões em recursos públicos da área de saúde. Entre os presos estão o ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto. No cumprimento da busca e apreensão, foi encontrada uma quantia em dinheiro superior a R$ 1 milhão em uma casa.

De acordo com o MP, as investigações apontaram que a organização social recebeu, desde 2012, um montante superior a R$ 763 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Rio de Janeiro para a gestão de hospitais de campanha para enfrentar a pandemia de Covid-19 no Rio de Janeiro, entre eles o de São Gonçalo. O contrato foi vencido pela Organização Social Iabas.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do RJ, “em razão dos indícios da prática dos crimes de lavagem de capital, organização criminosa, corrupção, peculato e evasão de divisas”.

Para a PF, surgiram provas de que a organização criminosa persistia nas práticas delituosas, inclusive se valendo da situação de calamidade ocasionada pela pandemia do coronavírus, que autoriza contratações emergenciais e sem licitação, desta forma, obtendo contratos milionários de forma ilícita com o poder público

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