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Exonerações na Alerj escancaram disputa pelo comando da Casa após afastamento de Bacellar

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A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) exonerou 206 servidores comissionados em edição extraordinária do Diário Oficial publicada nesta terça-feira (06). A decisão foi tomada pelo presidente em exercício, Guilherme Delaroli, que assumiu o comando da Casa após o afastamento de Rodrigo Bacellar (União Brasil) por determinação do STF.

Sem vínculos com os grupos que historicamente controlavam a estrutura administrativa da Alerj, Delaroli promoveu um corte amplo que atingiu indicações ligadas a ex-presidentes da Casa e ex-governadores, como Sérgio Cabral, Paulo Melo, André Ceciliano e Wilson Witzel. Entre os exonerados estão Marco Antônio Neves Cabral e Suzana Neves Cabral, filho e ex-esposa de Sérgio Cabral. Também foram afastados todos os nomes ligados diretamente a Bacellar.

As exonerações evidenciaram uma disputa política nos bastidores do Legislativo. O PL articula a manutenção de Delaroli na presidência interina e avalia cenários para uma eventual eleição interna, que só pode ocorrer caso Bacellar renuncie ao cargo. Pelas regras da Casa, a vaga deve ser preenchida por votação em até cinco sessões.

Com a maior bancada da Alerj, o PL defende Delaroli como alternativa de estabilidade institucional e avalia seu nome também para a presidência a partir de 2027. Apesar das resistências internas, aliados afirmam que a estratégia reforça o poder de articulação do interino e sustenta um discurso de combate a excessos administrativos.

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