Fora das eleições, Garotinho declara apoio a Romário para o Governo do Estado

Foto: Reprodução / Facebook Anthony Garotinho 44

Foto: Reprodução / Facebook Anthony Garotinho 44

Durante transmissão ao vivo em sua rede social, Anthony Garotinho (PRP) anunciou apoio a Romário Faria (PODE) para o Governo do Estado. Garotinho também pediu voto para o candidato ao Senado Federal Lindbergh Farias (PT), que antes não era apoiado pelo ex-governador.

“Após ver que a minha candidatura poderia ainda causar a vitória do candidato da gangue da corrupção, dos guardanapos [Eduardo Paes, do DEM], eu tomei uma decisão. Nessa eleição, a campanha se encaminhava para que eu fosse ao segundo turno e derrotasse Paes, que representa tudo de ruim que o povo do estado assistiu nos últimos tempos. Por estar do lado do povo, decidi, para que o processo político do Rio não seja derrotado, que tiro o adesivo 44 e coloco o 19, do Romário”, afirmou o agora ex-candidato ao governo do estado.

Garotinho afirmou que tomou a decisão após conversa com pessoas próximas. “Conversando com a Rosinha [Matheus; esposa e ex-governadora] e com os meus advogados, vimos que a chance de eu obter a vitória no recurso que ainda será julgado é muito pequena. O estado do Rio de Janeiro vem sendo governado por uma facção criminosa comandada por Sérgio Cabral, Jorge Picciani e esse grupo político que destruiu a vida dos funcionários públicos, das pessoas mais pobres, do nosso estado. Passei grandes humilhações para disputar essas eleições”, disse.

Apesar de não declarar apoio a um candidato à Presidencia da República, Garotinho citou o candidato Jair Bolsonaro (PSL) para tecer novos ataques a Eduardo Paes. “Hoje, no Rio de Janeiro, mais de 40% dos eleitores vão votar no Bolsonaro, pois são contra a corrupção. Como alguém contra a corrupção vai votar no Paes? Como alguém que vai votar no Bolsonaro pode votar no candidato do Cabral, do Picciani e dessa turma?”, questionou.

A candidatura de Anthony Garotinho foi impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ) em 06/09, após o Ministério Público Eleitoral contestar a campanha com base em uma condenação do Tribunal de Justiça por desvios enquanto ele era secretário estadual de governo entre 2005 e 2006. O ex-governador ainda recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a Corte, no último dia 27 de setembro, negou por unanimidade seu registro da candidatura. Garotinho não poderá sequer votar, já que teve os direitos políticos cassados.

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