Gás Natural: Rota 3 deve atrair mais empresas para o Estado

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O Estado do Rio de Janeiro reafirmou o protagonismo na produção de petróleo e gás no Brasil. De acordo com dados do Boletim Anual de Produção 2020 da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 2016, o Estado fluminense correspondia a 66,9% da produção nacional de petróleo e, em 2020, responde por 79,3%. O mesmo aconteceu com o gás natural – 43,8%, em 2016 e, em 2020, 55,8% de todo produzido nacionalmente. A Rota 3, que está em fase de implantação deve atrair mais indústrias para o Estado.

O projeto Rota 3 tem como objetivo ampliar o escoamento de gás natural dos projetos em operação na área do pré-sal da Bacia de Santos.

O subsecretário estadual de Óleo, Gás e Energia, Daniel Lamassa, lembra que, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Rio de Janeiro poderá receber três rotas para escoamento de gás natural, sem contar com a Rota 3 que está em fase final de implantação.

“Isso atrairá mais indústrias para o estado” avaliou Lamassa, acrescentando que a expectativa do aumento de preços do petróleo em cenário internacional indica uma retomada de investimentos no setor no Rio de Janeiro.

O Gasoduto Rota 3 possui aproximadamente 355 km de extensão total, sendo 307 km referentes ao trecho marítimo e 48 km referentes ao trecho terrestre, e escoará gás natural do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos até o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, onde está localizada a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN Rota 3). A vazão de escoamento do gasoduto é de aproximadamente 18 milhões de m³ de gás por dia.

A chegada do gasoduto na costa ocorrerá no município de Maricá (RJ), na praia de Jaconé. O gasoduto terrestre passará pelos municípios de Maricá e Itaboraí, até chegar à UPGN Rota 3.

 

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