A programação comemorativa pelos 193 anos de Itaboraí ganhou mais um momento de valorização da cultura popular no último sábado (16), com a realização do 2º Encontro de Capoeira de Itaboraí. Promovido pela Prefeitura, por meio das secretarias municipais de Cultura (SEMC) e de Turismo e Eventos (SEMTUR), em parceria com a Rede Municipal de Apoio à Capoeira (REMAC), o evento reuniu mais de dez associações e centenas de participantes na Praça Marechal Floriano Peixoto, no Centro da cidade.
Capoeiristas de Itaboraí e de municípios vizinhos participaram da grande roda aberta ao público, levando esporte, música e tradição para a principal praça do município. Cerca de 300 pessoas, entre atletas, mestres, familiares e admiradores da modalidade, acompanharam as apresentações.
O secretário municipal de Cultura, Roberto Costa, destacou o papel social desempenhado pela capoeira, principalmente em comunidades mais vulneráveis.
“Em nosso município, a capoeira é muito forte, principalmente nas comunidades mais vulneráveis. Vejo o quanto esse movimento vem crescendo e a força transformadora que ele leva para as nossas crianças. A capoeira ensina disciplina, respeito e cidadania. Esse encontro também proporciona uma importante troca de experiências entre as associações”, afirmou.
Além das rodas de capoeira, o público também acompanhou apresentações de Maculelê, manifestação cultural tradicional marcada pelo uso de bastões de madeira, movimentos sincronizados e forte expressão musical.
Presidente da REMAC, o mestre Rodrigo da Conceição ressaltou a trajetória da capoeira em sua vida e o impacto social desenvolvido por meio dos projetos realizados na cidade.
“Comecei na capoeira por volta dos oito anos de idade. Aos 18 anos, recebi a autorização do meu mestre para iniciar meu próprio projeto. Hoje esse trabalho já alcança diversos bairros de Itaboraí e também chegou a Fortaleza, no Ceará, atendendo crianças por meio de ações sociais. A ideia sempre foi utilizar a capoeira como instrumento de transformação, levando cultura, esporte e oportunidades”, destacou.
A influência da prática também é percebida entre os alunos. O estudante Murilo Luiz, de 14 anos, contou como a capoeira contribuiu em um período difícil de sua vida.
“A capoeira é uma arte, não só uma luta. Ajuda na saúde corporal e mental. Ela me ajudou em um momento em que eu estava muito triste por perdas na família e acabou funcionando como uma terapia. Passei a me sentir mais confiante”, relatou.
Reconhecendo sua relevância histórica e cultural, a Roda de Capoeira foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial de Itaboraí por meio da Lei Municipal nº 3.017, sancionada em maio de 2024.

A programação especial pelos 193 anos do município também contou com apresentações musicais dos artistas locais Gustavo Araújo e Kelly Valadares.




















