A Prefeitura de Itaboraí avançou na construção do Plano Local de Ação Climática (PLAC), documento que vai definir medidas para prevenir e reduzir os impactos das mudanças climáticas no município. A iniciativa também pretende preparar a cidade para responder melhor a eventos extremos.
O trabalho reuniu, nesta quinta-feira (20), secretários municipais, representantes da ONU-Habitat, do ICLEI — Governos Locais pela Sustentabilidade —, da sociedade civil e do setor privado, no Instituto Federal Fluminense (IFF), em Itaboraí.
Durante o encontro, foram discutidos os principais problemas climáticos enfrentados pela cidade. Entre os riscos considerados prioritários estão enxurradas, inundações, arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, e ilhas de calor.
Os fenômenos foram analisados em mapas do município e relacionados às condições de vulnerabilidade social e econômica da população. O objetivo é identificar as áreas mais expostas e definir ações para reduzir os impactos.
Pela manhã, secretários municipais participaram de uma reunião para discutir as etapas de elaboração do plano e integrar diferentes áreas da administração pública. A agenda climática envolve setores como saúde, infraestrutura, meio ambiente, mobilidade, assistência social e planejamento urbano.
À tarde, uma oficina reuniu representantes do poder público, empresas e sociedade civil para contribuir com o diagnóstico climático de Itaboraí.
Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Alyne Saldanha, o plano permitirá que a cidade se antecipe aos problemas provocados pelas mudanças climáticas.
A construção do PLAC faz parte de uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro em parceria com a ONU-Habitat, com apoio técnico do ICLEI. Ao todo, 34 municípios fluminenses participam do processo, considerado pela organização o maior programa de construção de planos locais de ação climática do mundo.
O documento terá três frentes principais: mitigação, para reduzir a emissão de gases de efeito estufa; adaptação, com medidas para preparar a cidade para os impactos climáticos; e resiliência, voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da capacidade de resposta da população diante de desastres.
Novas etapas de diagnóstico, participação da sociedade e definição das ações prioritárias ainda serão realizadas. A previsão é que o Plano Local de Ação Climática de Itaboraí seja concluído em 2027.


















