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Mãe é impedida de assistir aula com filho em universidade de Maricá

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A estudante Leticia Pereira, de 36 anos teve uma véspera do Dia Internacional da Mulher mais desafiador do que imaginava. Na última segunda-feira (7), a mulher foi impedida de assistir aula na faculdade por não ter com quem deixar seu filho, de 9 anos.

O episódio aconteceu na Universidade de Vassouras, no bairro do Flamengo. Leticia cursa pedagogia e está no 7º período e é mãe solo. Por não ter rede de apoio e condições financeiras para pagar alguém para ficar com seu filho, a estudante leva a criança para as aulas da faculdade com ela.

Nesta segunda-feira (7), era o primeiro dia após a retomada das aulas presenciais. Leticia conta que estava assistindo aula quando foi informada por uma funcionária do NAP (Núcleo de Apoio Psicopedagógico) da faculdade que não poderia levar crianças para a instituição de ensino.

De forma inapropriada, a funcionária da faculdade argumentou que não era bom para criança permanecer até aquele horário na faculdade e que o Conselho Tutelar poderia entrar no caso. A aluna teve que sair da aula imediatamente.

Leticia ressalta que costumava levar seu filho nas aulas em 2019, antes da suspensão das aulas presenciais e nunca houve nenhum problema.

No mesmo dia, cerca de 10 mães também foram impedidas de assistir aula por terem levado seus filhos.

O que diz a Universidade de Vassouras?

Em nota ao Errejota Notícias, a Universidade de Vassouras afirma que lamenta e se compromete como instituição de ensino que casos como este não mais ocorram.

“Nosso compromisso é incentivar a educação e promover a inclusão. Neste sentido, o Núcleo de Apoio Psicopedagógico está apto a receber alunos com estas e outras demandas individuais. Todos os alunos que necessitem levar seus filhos para a sala de aula terão este direito garantido. ” ressalta a nota.

Vale ressaltar que não existe uma normativa que impeça as mães de levarem seus filhos para faculdade. O direito de estudar deve ser de todos e não restrito apenas para mãe com rede de apoio.

O Errejota Notícias entrou em contato com o Conselho Tutelar sobre o caso mas até a conclusão da matéria, não houve retorno.

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