Mais que ocupação policial, uma ocupação de esperança

Foto: Divulgação / PMERJ

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O dia 05 de abril foi especial para a comunidade do Risca Faca, em Inoã. Começava ali, às 17h, uma ocupação da Polícia Militar, através da 6° CIA do 12° BPM (responsável pelo policiamento da cidade). Uma ocupação em um local reconhecidamente como um dos “mais violentos” de Maricá.

O objetivo, que é de resgatar a paz e a sensação de segurança da localidade, combatendo o tráfico de drogas e o medo difuso, construído através de boatos de “toque de recolher” e “homens armados com fuzis”. Quem esperava que o morador, principal vítima da marginalidade, seria contrário à ocupação, se enganou.

Nessa primeira semana de operação, o que se pode ver são moradores agradecendo e cumprimentando os agentes, se colocando à disposição e oferecendo água e comida aos policiais. Crianças brincando e tirando fotos. A sensação de segurança voltou a imperar no local. A vida cotidiana, com as crianças da comunidade brincando na praça, moradores vivendo normalmente, voltou a acontecer em paz.

Nesse sábado, um novo ato chamou a atenção. Ao ver a quadra do local vazia e algumas crianças quietas, os agentes da PM – Sargento Clóvis e Soldado Guimarães – que patrulhavam a área se espantaram com a situação. A resposta das crianças foi simples: não estavam brincando de futebol porque faltava o principal, a bola.

Os policiais, sensibilizados com o que escutaram, não pensaram duas vezes e compraram uma bola para a criançada. Foi uma felicidade só quando a bola chegou. E as crianças puderam brincar e se divertir. Puderam ser crianças.

Para o comando da 6° CIA, ações como essas são gratificantes. “É gratificante ver essa dedicação e esse entrosamento da população local com a Polícia Militar. É fundamental que resgatamos esse apoio e respeito. Parabéns a todos os Policiais Militares da 6° CIA pelo excelente desempenho na missão. E parabéns especialmente ao Sgt PM Clóvis e ao SD PM Guimarães por demonstrarem que fazer polícia não é só cumprir a lei, mas sim, servir e proteger, observando os anseios da sociedade e principal nossas crianças”.

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