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sexta-feira, setembro 17, 2021
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Leia a nossa última edição #40

Marcelo Adnet assina samba-enredo em agremiação de Niterói

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O humorista da TV Globo Marcelo Adnet, que já mostrou seu talento como compositor de samba-enredo na São Clemente no Carnaval 2020, terá mais um samba de sua autoria na Marquês de Sapucaí. Trata-se do enredo “Visões Xamânicas”, da Acadêmicos do Sossego, de Niterói. Adnet é, ainda, um dos carnavalescos da agremiação Botafogo Samba Clube, que desfila na Intendente Magalhães.

Compuseram o samba-enredo da Azul e Branca do Largo da Batalha, além de Adnet, Diego Tavares (in memoriam), Junior Fionda, Marcelinho Santos, Thiago Martins, Yago Pontes, Diego Nogueira, Rod Torres, Deodônio Neto, Gabriel Machado e Paulo Beckham. Nino do Milênio é o interprete oficial.

Vale lembrar que a Acadêmicos do Sossego optou por não realizar disputa de samba-enredo para o próximo carnaval. “Foi uma honra poder gravar essa obra da Sossego. O resultado final ficou superou nossas expectativas. A obra foi composta com muito carinho e o resultado foi esse sambão que a Sossego levará para a Sapucaí e eu terei o prazer de cantar na avenida”, revelou o intérprete Nino do Milênio.

No próximo desfile, a escola de Niterói levará uma saga épica imaginada entre o presente e futuro, com a narrativa inspirada em relatos de David Kopenawa o grande Xamã Yanonami. O enredo abordará o fato em que a humanidade se encontra exatamente, onde grandes profecias xamânicas disseram que chegaríamos: no colapso do planeta provocado por um sistema de ambição e consumo.

Confira o samba-enredo “Visões Xamânicas”, da Acadêmicos do Sossego, de Niterói:

Compositores: Diego Tavares (in memoriam), Marcelo Adnet, Junior Fionda, Marcelinho Santos, Thiago Martins, Yago Pontes, Diego Nogueira, Rod Torres, Deodônio Neto, Gabriel Machado e Paulo Beckham

Pajé voltou para contar que o céu desabou
Fumaça traziam sagradas visões
Na dança ancestral me revelou
Das ervas evocou os guardiões

Xapiri me perdoe do que nós fizemos de Urihi
Xapiri ensinou a cuidar e vamos destruir
A razão ancestral evocou sua voz
Só não deixe o mundo cair sobre nós

Omama escondeu na floresta
Pedaços do céu contra os olhos da ambição
A ganância sente fome
E o mal que nos consome mata o homem e o quinhão

Xamã cura a terra da guerra da gente
Dos mitos que deixam a tribo doente
Enfim descerá de uma estrela um índio guerreiro
De pele vermelha caboclo flecheiro

Okê Okê Arô… Odé Odé
A jurema que desmata tem a cura e o axé
Okê Okê Arô… Odé Odé
“Apesar de você” eu ainda mantenho a fé

Eu não largo da batalha… Sossego
Nossa aldeia nunca falha… Auê auê
Sacudindo a poeira das cinzas vou renascer

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