Maricá apresenta saldo positivo na geração de empregos

Foto: Divulgação

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) realizou um levantamento de como os efeitos da restrição na circulação de pessoas tem provocado uma redução na economia e, como consequência, gerado demissões em todo país.

De acordo com levantamento, o município de Maricá manteve o segundo melhor saldo acumulado – de janeiro a maio – dentre os municípios fluminenses com mais de 150 mil habitantes. A primeira posição ficou com Belford Roxo, que gerou 23 novos postos de trabalho. Porém, o município da Baixada Fluminense é quase quatro vezes mais populoso que Maricá, tem um grau de informalidade muito mais alto.

Segundo os índices, na relação entre a quantidade de pessoas contratadas e demitidas, Maricá gerou um saldo positivo com 276 admissões e 262 desligamentos no estoque total de empregos na cidade, em meio à crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Já em um comparativo no Estado, levando em consideração municípios com menos de 150 mil habitantes, Maricá obteve o 5º melhor resultado, ficando atrás apenas dos municípios de São José do Vale do Rio Preto, Seropédica e São Francisco de Itabapoana, todos com menos de 150 mil habitantes, e Belford Roxo.

O documento do governo federal aponta que no mês de maio, o resultado no conjunto de empregos no Estado do Rio de Janeiro foi negativo com menos 35.959 vagas, o que significa uma variação de menos 1,1% no estoque total de empregos celetistas. Já com relação ao acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Estado do Rio de Janeiro perdeu 164.226 postos de trabalho, o que significa uma variação de menos 5% no estoque do emprego em todo o Estado.

Enquanto isso, Maricá teve uma perda de 78 postos, o que representa uma variação de menos 0,4% do total do seu estoque.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Comércio, Indústria, Petróleo e Portos, Magnum Amado, as medidas socioeconômicas implantadas no município estão atingindo seus objetivos, proteger empregos e a economia local.

“O pacote econômico que produzimos para proteção à economia local tem seus efeitos comprovados a partir dos resultados que já começamos a obter. Os números registrados pelo Ministério da Economia referentes ao Caged demonstram que mesmo com a forte política de isolamento social, Maricá está conseguindo manter a estabilidade no emprego e proteção aos trabalhadores informais”, avaliou o secretário referindo-se às ações de proteção econômica como o Programa de Amparo ao Trabalhador (PAT) e o Programa de Amparo ao Emprego (PAE).

Quais medidas socioeconômicas foram implantadas em Maricá?

PAE – o município concede o pagamento de um salário mínimo (R$ 1.045), durante o período de três meses, ao empregado vinculado a microempreendedor individual (MEIs) e aos trabalhadores de micro e pequenas empresas instaladas na cidade com até 49 funcionários. Ao todo foram 266 empresas aprovadas pelo programa que vai proteger 2.183 empregos formais.

PAT – É um benefício no valor de um salário mínimo (R$ 1.045), pago em Mumbucas durante três meses, prorrogáveis por mais três. A concessão do benefício seguiu critérios como: a idade do candidato (os mais idosos terão prioridade), o fato de a pessoa ser portadora de doença crônica ou imunossupressão, o número de dependentes na família e, por fim, a ordem em que foram protocolados os requerimentos.

 

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