Maricá lança campanha de educação no trânsito para evitar acidentes

Fabiano Horta quer um basta nos acidentes de trânsito em Maricá – Foto: Clarildo Menezes

“Basta de Acidentes” é a nova campanha de educação no trânsito criada pela Prefeitura de Maricá e lançada na tarde desta quinta-feira (25/05), no Cineclube Henfil, no Centro. O intuito da campanha é conscientizar a população da cidade em relação ao comportamento dos condutores nas vias de Maricá, e o seu principal objetivo é reduzir o número de acidentes tornando o trânsito do município um lugar mais seguro.

 

O prefeito Fabiano Horta, acompanhado da primeira dama Rosana Horta, esteve presente durante todo o evento e aproveitou para anunciar o personagem “Simarito”, criado exclusivamente para a campanha e que será um símbolo de educação, conscientização e estimulo para o bom comportamento no trânsito de Maricá. O nome Simarito tem origem na junção de outras três palavras: sinal, Maricá e trânsito.

 

 

“Maricá hoje, tem muito asfalto, tem milhares de cruzamentos e por isso é importante que todos nós entendamos que a velocidade que podemos trafegar em Maricá tem que ser uma velocidade compatível com a segurança da via”, afirmou Fabiano. Atores da Secretária de Cultura realizaram esquetes representando cada um dos temas que são o foco da campanha, como o uso de capacete, a não utilização de celular na direção, o uso do cinto de segurança, se beber não dirigir, o uso da cadeira infantil e o respeito a velocidade permitida de acordo com a via.

 

Fabiano Horta afirmou que o lançamento desta campanha é apenas o primeiro passo para algo muito maior. “A partir deste dialogo que iniciamos hoje o nosso governo assume o compromisso de transformar a cultura do trânsito de Marica”, disse. “Recentemente presenciei em uma via de Maricá um jovem sem capacete, empinado uma motocicleta e seguindo por mais de 30 metros da via, passando por diversos cruzamentos, e isso me assusta e me preocupa muito”, contou o prefeito. “Velocidade e imprudência não combinam com segurança. Velocidade combina com insegurança e com irresponsabilidade”, completou. “Nós vamos dar um basta nisso”, finalizou Fabiano.

 

O vice-prefeito Marcos Ribeiro falou sobre a necessidade de expandir a campanha para todos os públicos. “Eu acredito que essa iniciativa precisa ser estendida as escolas para que possamos salvar as próximas gerações dessa verdadeira tragédia apontada por essas estatísticas”, afirmou Marcos Ribeiro.

 

O secretario Celso Netto afirmou não existir a intenção de multar o condutor infrator. “Nós queremos inicialmente educar, pois o mais importante é a vida”, afirmou o secretário. “Queremos que tantos os condutores da cidade como os que visitam Maricá tenham prudência ao dirigir, que respeitem a sinalização e que obedeçam aos limites de velocidade”, completou. “Por isso a Prefeitura está trabalhando fortemente para melhorar as vias com sinalização, iluminação e tudo mais que puder auxiliar na redução de acidentes de trânsito”, finalizou Celso Netto.

 

Segundo levantamento da prefeitura, em Maricá são registrados 35 óbitos para cada 100 mil habitantes, usando a metodologia estatística que pondera os dados e permite comparações. No Rio, capital do estado com alguns milhões de habitantes e veículos nas ruas, registrou apenas 8 mortes a cada 100 mil habitantes. Excesso de velocidade, desrespeito às leis de trânsito, dirigir sob efeito de álcool, não usar o cinto de segurança e, principalmente, o capacete, estão entre as principais causas de acidentes na cidade. Conforme dados compilados com base nos atendimentos e nas mortes (no local), os pontos críticos da cidade atualmente são a RJ-106 (que corta o município), a Avenida Ivan Mundim (no Boqueirão), a Estrada dos Cajueiros (em Itaipuaçu) e a Avenida Maysa (a RJ-112, que foi municipalizada). Nesses locais, que tiveram também a sinalização reforçada pela Prefeitura, foram instalados outdoors com imagens fortes de acidentes com o slogan “E se fosse você ou sua família?”. A prefeitura está, também, implantando rotatórias nos cruzamentos e pontos mais críticos. Além disso, panfletos com a mesma intenção serão distribuídos nos pontos de maior tráfego.

 

Os acidentes sustentam, ainda, a pressão sobre o sistema de Saúde municipal, quase inteiramente mobilizado para atendimento a traumas com essa origem. De novo aqui a comparação com a capital do estado expõe a situação de Maricá também com contornos dramáticos. Enquanto no Rio em 2016 foram 265 feridos para 100 mil habitantes, Maricá registrou 331 feridos para 100 mil habitantes. Este ano, a progressão continua, já que foram registrados, apenas no primeiro trimestre, 175 acidentes, com 19 mortes no local – o que corresponde já a quase 50% do índice de 2016 e 412 atendimentos entre acidentes e atropelamentos dando entrada tanto no Hospital Municipal Conde Modesto Leal quanto na Unidade de Pronto Atendimento de Inoã.

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