A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira (09/01), que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem apresentado episódios de tontura e dificuldade de equilíbrio ao se levantar. A declaração foi feita nas redes sociais, três dias após Bolsonaro ter sofrido uma queda da cama na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena.
Segundo Michelle, os sintomas estariam associados aos efeitos colaterais de medicamentos de uso contínuo. Ela informou que tomou conhecimento do quadro por meio do advogado do ex-presidente.
“Soube hoje, por meio do advogado, que Jair está com perda de equilíbrio ao se levantar, em decorrência dos medicamentos. Mesmo assim, segue trancado”, escreveu.
Queda e avaliação médica
O relato ocorre após um episódio registrado na terça-feira, quando Bolsonaro caiu da cama no quarto em que está custodiado. De acordo com o médico Brasil Ramos Caiado, o impacto causou um traumatismo craniano leve, sem comprometimento intracraniano.
Mesmo após a queda, o ex-presidente não acionou o protocolo de urgência nem comunicou imediatamente o ocorrido às autoridades. Conforme apuração do jornal O Globo, policiais penais identificaram o ferimento na manhã seguinte. Bolsonaro teria informado que a queda não foi grave e que se sentia bem.
Preocupação com vigilância
Michelle Bolsonaro também criticou mudanças no esquema de segurança no local de custódia. Segundo ela, a substituição da vigilância exclusiva da Polícia Federal pela Polícia Penal Federal alterou procedimentos e aumentou o risco de que novos incidentes passem despercebidos.
De acordo com a ex-primeira-dama, anteriormente a porta do quarto permanecia aberta, o que não ocorre mais. “O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir”, afirmou.
Ela sustenta que o isolamento e as restrições impostas ao ex-presidente agravam os riscos à sua saúde, especialmente diante do quadro de tontura relatado.
Cobrança ao Estado
Na mesma manifestação, Michelle responsabilizou o Estado pela integridade física de Jair Bolsonaro e afirmou que as autoridades estão cientes dos riscos envolvidos. Para ela, manter o ex-presidente isolado por longos períodos representa uma ameaça concreta à sua segurança.
“As autoridades estão cientes dos riscos reais de morte ao manter Jair 24 horas trancado em um quarto. A integridade física dele é de responsabilidade do Estado”, concluiu.

















