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Moradores e comerciantes aprovam elevador na Ilha da Boa Viagem, em Niterói

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A ideia de um elevador na Ilha da Boa Viagem, na Zona Sul de Niterói, para levar os visitantes até o topo do lugar, é bem vista pelos moradores do bairro e comerciantes locais. A Prefeitura, através da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), deu ordem de ínicio para a elaboração de um projeto básico para a implantação de um elevador inclinado.

O ERREJOTA NOTÍCIAS foi ao bairro e perguntou a opinião da comunidade local. Todos os ouvidos elogiaram a iniciativa, pois vai dar acessibilidade para idosos com dificuldade de locomoção e cadeirantes.

A churrasqueira Maria José Quirino, de 63 anos, mora há nove no bairro e vende churrasco no começo da ponte que dá acesso à ilha. Ela aprova a ideia, por facilitar a vida de quem é idoso e deficientes físicos.

“Vai ser ótimo. Conheço um senhor idoso, cadeirante, que mora aqui há 40 anos e que nunca esteve na ilha. Adoraria conhecê-la. Eu prometi que o levaria até lá em cima para ver a vista e assistir à missa na igreja, nem que seja carregá-lo, com ajuda de duas pessoas. A escadaria é muito grande”, conta.

Um domingo por mês tem missa na Capela da Boa Viagem/Foto: Divulgação

O aposentado Antônio Carlos da Silva, de 79 anos, subiu a escadaria da ilha há muitos anos, quando era mais novo. Agora, o problema nos joelhos o impede de subir novamente. A notícia de que será construído um elevador no local o animou.

“Deixei de ir por causa do problema no joelho. Com elevador, poderei visitar o local novamente. Vai ser bom para muitos idosos e cadeirantes”, disse.

Wallace Caetano é praticante de slackline no local e embora defenda a instalação de um elevador, lembra que o local é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“É uma iniciativa democrática, pois vai dar acessibilidade a todos para conhecer a ilha. Porém, é preciso lembrar que ela é tombada. Não pode ser um elevador que modifique muito a natureza do lugar”, observou.

O comerciante Luiz Antônio Machado, de 56 anos, morador do bairro desde que nasceu, vende refrigerantes, cerveja e água em um isopor na praia. Também espera a instalação do elevador para voltar visitar a ilha.

“É muito degrau. Há oito meses, sofri um acidente em que machuquei o joelho e estou com dificuldade em andar. Com o elevador, eu poderei ir lá e tirar umas fotos”, contou.

Moradores se queixam da quantidade de degraus para subir a escadaria da ilha

As visitas à Ilha da Boa Viagem estão sendo agendadas pela Empresa de Lazer e Turismo (Neltur) através do site: visit.niteroi.br/ilha-da-boa-viagem/. A Ilha fica aberta às terças, quintas e sextas-feiras, com duas visitações (10h e 14h); e aos sábados e domingos, com quatro visitas (9h30, 11h30, 13h e 15h).

História da Ilha – A história da Ilha da Boa Viagem começa em 1650 com a construção da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem. A capela foi destruída durante a invasão francesa de 1711 e reconstruída em 1780, em estilo neoclássico. Registros históricos apontam o ano de 1702 como marco do início da construção do fortim, que tinha entre cinco ou seis peças de artilharia. Já o casarão, conhecido como castelo, foi construído na década de 1940 e abrigou a sede dos Escoteiros do Mar.

Além da vocação religiosa, o monumento foi historicamente destinado para fins militares. A visão privilegiada da Baía de Guanabara tornou a ilha parte do antigo sistema defensivo brasileiro.

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