Mortes em Itaboraí e SG e aumento nas internações em Maricá e Niterói causaram “alto risco”

Hospital Oceânico, em Piratininga, foi aberto exclusivamente para receber pacientes com Covid-19. | Foto: Lucas Nunes / Arquivo

O aumento no número de mortes em Itaboraí e em São Gonçalo (que dobrou, se somadas as duas cidades), e de internações nas cidades de Niterói e Maricá, foram os principais causadores da variação no estágio de risco de transmissão da Região Metropolitana II como um todo. A classificação de risco nessas cidades saiu de “baixo risco” para “alto risco”, o penúltimo no grau de maior transmissibilidade do novo Coronavírus.

De acordo com a nota técnica emitida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), houve aumento de 53,85% de óbitos quando comparadas as semanas epidemiológicas 44 – quando ocorreram 13 óbitos – e 46 (20 mortos). Em Itaboraí, houve aumento em 500% no número de mortes, saltando de um óbito para seis. Em São Gonçalo, o aumento foi de 100%, saindo de três vítimas do Covid-19 para seis. Houve registro de aumento de mortes também em Rio Bonito (de 4 para 6 óbitos) e Tanguá (de 0 para 1).

As duas cidades também são responsáveis por um aumento na taxa de internações. Na comparação entre as duas semanas, foram nove novas internações em Itaboraí e oito em São Gonçalo. Maricá também contribuiu com quatro novos pacientes. Niterói foi a cidade responsável pela maior alta; 52 infectados pelo novo Coronavírus precisaram de cuidados médicos mais intensos, necessitando ficar internados.

Vale lembrar que desde a implementação do Mapa de Risco de Transmissão, nenhuma região havia passado do “risco moderado”. A Região Metropolitana II, por sinal, estava com classificação de risco baixo desde a segunda atualização, em 17/07.

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