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Número de farmácias em Maricá é 78% maior do que o estipulado pela OMS

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Um levantamento realizado pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF), a pedido do Errejota Notícias, mostrou que o número de farmácias na cidade de Maricá está 78% acima do ideal estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que é de um estabelecimento para cada oito mil habitantes. O município possui 93 farmácias e levando em consideração o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) onde Maricá possui 161 mil habitantes, mostra que no cruzamento dos dados, temos um estabelecimento para pouco mais de 1.700 habitantes.

O Conselho Regional de Farmácia ainda realizou um levantamento de farmácias abertas em Maricá nos últimos cinco anos. Segundo os dados apurados, 44% dos estabelecimentos sugiram neste período. Em 2014 eram apenas 52 farmácias.

De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, o Brasil está entre os dez países que mais consomem medicamentos no mundo. O levantamento mostra que a facilidade no acesso a farmácias e drogarias e a facilidade na aquisição de medicamentos no promovem um aumento no consumo de medicamentos pela maioria da população brasileira.

O aumento do número de farmácias estaria relacionado ao difícil acesso aos serviços de saúde; ao hábito do brasileiro em fazer uma automedicação, e ao fato do medicamento ser considerado uma mercadoria que pode ser adquirida e consumida sem a orientação devida. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50% dos usuários de medicamentos o faz de forma incorreta.

Além disso, segundo o CFF, existe uma cultura de que a farmácia é um mero comércio e o medicamento é uma mercadoria como outra qualquer e isto tem estimulado, e muito, o aumento de estabelecimento e consumo de medicamentos de forma indiscriminada.

Para o farmacêutico Francisco Júnior, em depoimento ao CFF, somente a prescrição médica não vai prevenir a automedicação.

“A mudança passa pela correta orientação do farmacêutico no estabelecimento. Essa correta informação é fundamental para mudar a cultura da população. É importante que a pessoa saiba o que é o produto que está adquirindo, a ação que vai acontecer em seu organismo ao consumir a substância e das incompatibilidades que existem em relação ao medicamento, assim como a responsabilidade de tomá-lo corretamente”, disse o farmacêutico.

Consumo

Os medicamentos de maior uso pela população brasileira são: anticoncepcionais, analgésicos, descongestionantes nasais, antiinflamatórios e alguns antibióticos, adquiridos no balcão da farmácia sem nenhuma dificuldade. Para os especialistas, a população precisa atentar para ao uso desses medicamentos, pois a utilização inadequada de antiinflamatórios pode levar à falência renal e, de antibióticos, pode causar resistência do organismo a substâncias que tratam infecções ou doenças que precisam de medicamentos nesta linha.

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