O adeus à “Grande Dama do Samba”

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Morreu na noite madrugada desta segunda-feira (16/04), aos 97 anos, a cantora Dona Ivone Lara. Ela estava internada desde à última sexta-feira (13/04), data que completou 97 anos, no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A cantora já vinha apresentando um quadro de anemia e precisou receber doações de sangue. O estado de saúde dela já era considerado bastante grave. No hospital, a família comentou a morte da sambista. “Ela estava sempre procurando um caderninho para escrever uma música, estava sempre cantarolando para o neto. Até a última semana ela estava super bem, com a cabeça ótima”, contou a nora Eliana Lara.

Dona Ivone Lara, conhecida como a “Grande Dama do Samba”, nasceu em família de amantes da música popular e enfrentou o preconceito por ser mulher e sambista.

Com a morte do pai aos 3 anos, e da mãe aos 12, ela foi criada pelos tios e com eles aprendeu a tocar cavaquinho e a ouvir samba ao lado do primo Mestre Fuleiro. Em sua trajetória musical ela teve aulas de canto com Lucília Villa-Lobos e recebeu grandes elogios do maestro Villa-Lobos.

No último dia 14/04, a sambista foi homenageada com um show no Parque Madureira e contou com a participação de artistas como Pretinho da Serrinha, Arlindo Neto, Elymar Santos, Zé Luiz do Império, Bruno Castro, Liu Carvalho, André Lara e Sarah.

Dona Ivone Lara deixa um vasto legado musical como “Sorriso Negro”, “Alguém me avisou”, “Acreditar”, entre outras diversas canções gravadas nas vozes de grandes artistas brasileiros. No ano de 2012 foi homenageada pela Império Serrano, escola em que tornou-se a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de escola de samba, em 1965, com “Os cinco bailes da história do Rio”.

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