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Óleo usado vira sabão ecológico em iniciativa da UFF com a EcoFábrica Omìayê

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Com o início do período letivo, a Universidade Federal Fluminense (UFF) volta a contar com pontos de coleta de óleo de cozinha usado em seus campi. A iniciativa é conduzida pela EcoFábrica Omìayê, projeto de saneamento ecológico circular e educação ambiental do Instituto Singular Ideias Inovadoras (ISII), e integra a rotina acadêmica a práticas sustentáveis.

A proposta incentiva o descarte correto do resíduo e fortalece a parceria com a universidade ao oferecer uma alternativa ambientalmente responsável: o óleo recolhido é transformado no Sabão Biorremediador Omì.

Todo o material arrecadado é encaminhado à ecofábrica localizada na comunidade da Mangueira, na Zona Norte do Rio, onde passa por tratamento adequado e se converte em produtos de limpeza distribuídos gratuitamente aos moradores. A tecnologia, desenvolvida com exclusividade em parceria com a UFF, incorpora um consórcio de microrganismos — como bactérias do gênero Bacillus, leveduras e lactobacilos — que auxiliam no processo de biorremediação, contribuindo para reduzir a contaminação da água e dos lençóis freáticos.

O processo produtivo inclui um rigoroso pré-tratamento do óleo residual, com filtragem mecânica e físico-química e uso de carvão ativado, assegurando a qualidade do produto final. Após a saponificação, os microrganismos são incorporados por meio de técnicas de proteção e encapsulamento, garantindo sua viabilidade até o momento do uso. Ao ser utilizado, o sabão libera esses agentes biológicos nas tubulações e redes de esgoto, acelerando a degradação da matéria orgânica, reduzindo odores e diminuindo a carga poluidora, o que ajuda a melhorar a qualidade da água.

“É uma solução inédita no Brasil que transforma óleo vegetal usado em um sabão com biotecnologia ativa, capaz de limpar e, simultaneamente, promover a biorremediação das redes de esgoto. O projeto une reciclagem, microbiologia e tecnologia social, convertendo um resíduo poluente em ferramenta ambiental de alto impacto”, destaca Bruno Pierri, coordenador executivo do Omìayê.

Os pontos de coleta estão disponíveis para estudantes, professores, funcionários e moradores do entorno, nos campi Valonguinho, Gragoatá e Praia Vermelha. O óleo deve ser entregue em garrafas PET bem fechadas.

Para Gabriel Pizoeiro, diretor do Instituto Singular, a volta às aulas é uma oportunidade estratégica para reforçar a educação ambiental na prática. “A parceria demonstra como universidade, ciência e território podem atuar juntos na construção de um modelo de sustentabilidade educativo, replicável e socialmente justo”, afirma.

A ação reforça o papel da universidade como espaço de formação cidadã e amplia o impacto socioambiental do projeto. Além de contribuir para a preservação dos ecossistemas de Niterói, a EcoFábrica Omìayê fortalece o trabalho comunitário na Mangueira, onde o sabão é produzido por mulheres da comunidade e distribuído gratuitamente, colaborando para a melhoria das condições sanitárias locais.

Fundado em 2009, o Instituto Singular Ideias Inovadoras atua na interface entre ciência, justiça social e sustentabilidade, desenvolvendo programas voltados à educação ambiental, economia circular e inclusão produtiva.

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