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Operação “Haras do Crime” mira esquema de furto de petróleo em Guapimirim

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22), a operação “Haras do Crime”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no furto de petróleo por meio de perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro. A ação é conduzida pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e ocorre simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

A operação conta com o apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Polícia Civil de São Paulo. Até o momento, sete pessoas foram presas, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e atuação interestadual, voltada à subtração reiterada de petróleo diretamente dos oleodutos. A ofensiva tem como objetivo prender os principais integrantes da organização, apreender provas materiais e documentais e interromper imediatamente as atividades ilícitas.

O modus operandi identificado revelou um ciclo criminoso integrado, que começava com a perfuração clandestina dos dutos e a proteção armada dos pontos ilegais. Em seguida, o petróleo era rapidamente carregado em caminhões-tanque e transportado por rotas interestaduais. O produto era, então, comercializado com o uso de notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas de fachada.

Ainda segundo a DDSD, as investigações apontaram tentativas reiteradas de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados no esquema.

Durante o trabalho de inteligência, foi identificado que o núcleo operacional da organização funcionava em um haras localizado no município de Guapimirim, na Baixada Fluminense, área por onde passa um trecho do oleoduto. Conforme apurado, o imóvel é ligado à família Garcia, conhecida por envolvimento com atividades de contravenção, o que dificultava a fiscalização e favorecia a atuação criminosa no local.

Após a coleta de depoimentos, análise de documentos e apreensão de provas materiais, os agentes conseguiram identificar os responsáveis pelo esquema. De acordo com a Polícia Civil, alguns dos investigados já figuram como réus em outros processos judiciais.

A operação também busca coibir riscos que vão além do prejuízo patrimonial, uma vez que a perfuração irregular de oleodutos representa grave ameaça ao meio ambiente, podendo causar vazamentos de grandes proporções, contaminação de corpos hídricos e risco direto à segurança de comunidades próximas.

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