OS promove demissão em massa de funcionários da atenção básica de Maricá

Foto: Elsson Campos / Divulgação PMM

Diversos funcionários que atendiam na atenção básica de saúde de Maricá denunciam que o Instituto Gnosis, Organização Social (OS) contratada para gerenciar a área no município, promoveu uma demissão em massa. Foram demitidos pediatras, mastologistas, dentistas, dentre outros profissionais. Nenhum deles recebeu qualquer aviso prévio.

Informações passadas pelos próprios profissionais dão conta de que eles tiveram a carteira assinada a um mês, e na última quarta (15) foram demitidos sem justa causa. Todos haviam sido contratados para atuar 20 horas semanais.

Alguns profissionais com mais de cinco anos de serviços de saúde em Maricá foram dispensados. “Havia sido garantido a nós que ninguém seria mandado embora, todos que já atuavam na rede de saúde da cidade seriam absorvidos”, contou um profissional que não quer ser identificado.

Dentre os demitidos, a maioria é morador do município. No meio dos profissionais, correm boatos de que todos que moram fora de Maricá foram mantidos, e que a OS usará as vagas abertas para empregar quem já está cadastrado no banco de dados do próprio instituto.

“Muita gente desempregada e desesperada, já que alguns profissionais inclusive estão com seus consultórios fechados por conta do isolamento social”, contou outra pessoa demitida.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que os profissionais atuavam nas equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF), Saúde Bucal da ESF e especialistas do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Segundo o texto, todos os contratados atuavam com dedicação exclusiva e contratos de 40 horas semanais.

“Ao serem admitidos, todos os profissionais foram informados das condições e da possibilidade de dispensas durante o período de experiência, o que efetivamente aconteceu. As razões são diferentes, e todas de fundo meramente administrativo”, diz a nota.

De acordo com a pasta, dentre os demitidos, três especialistas não teriam aceitado vagas no NASF que foram oferecidas, um especialista não teria comprovado a titularidade que exercia, quatro profissionais teriam duplicidade de trabalho (ou seja, teriam que atuar em lugares diferentes nos mesmos horários).

Outros doze não teriam cumprido a carga horária contratada, um abandonara o emprego e outros dois teriam saido por questões pessoais.

A nota diz, ainda, que alguns profissionais serão recontratados. “Há, ainda, dez profissionais (nutricionistas e fisioterapeutas) que excederam o número de vagas previstas, mas que serão recontratados tratados na abertura de novas vagas pela expansão do NASF e no Serviço de Atenção Domiciliar – Melhor em Casa) da Rede de Urgência e Emergência”, finaliza o texto.

Ao jornal ‘O São Gonçalo’, a secretária de Saúde Simone Costa afirmou que os profissionais foram demitidos para “serem realocados em suas funções de acordo com dimensionamentos baseados em portarias ministeriais”.

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