Prefeitura de Maricá esclarece suposto surto de cinomose

Doença pode acometer cães de todas as espécies. | Foto: Uso de domínio público (CC0)

Após notícias de um suposto surto de cinomose, uma doença que acomete cães, ganharem as redes sociais, a Prefeitura de Maricá divulgou, nesta quarta (22), uma nota de esclarecimento trazendo mais informações sobre a patologia.

A nota informa que a cinomose não é uma zoonose, ou seja, não é transmitida à humanos. Com isso, não se trata de um problema de saúde pública, não necessitando comunicar à autoridade sanitária, sendo de total responsabilidade do tutor do animal a prevenção e tratamento da doença. No caso dos caninos silvestres não cabe intervenção, pois o ciclo ambiental tende ao equilíbrio.

O texto diz, ainda, que a Cinomose é causada por um paramixovírus do gênero morbilivírus e tem duas formas: subaguda, caracterizada por febre repentina e morte súbita: e aguda, quando os animais apresentam sinais de febre, prostração, inapetência, secreções nasal e ocular, vômitos e diarreia, podendo ocorrer após, sintomas neurológicos, como paralisia, convulsões e morte. Em alguns casos ocorre hiperqueratose dos coxins digitais “doença da almofada dura”.

A prevenção é feita através de vacinação anual, que deve ser aplicada por médicos veterinários em consultórios ou clínicas veterinárias particulares, sendo de obrigação do tutor do animal. Como não se trata de uma zoonose, não cabe ao poder público promover campanhas de vacinação.

Transmissão e tratamento – A transmissão da Cinomose ocorre principalmente por aerosol e gotículas que provém de secreções produzidas pelos corpos dos animais infectados. A principal fonte de transmissão ocorre por meio de secreções e excreções (secreção dos olhos, nariz ou pela urina). Se a resposta imune for rápida e efetiva, a infecção será subclínica com recuperação completa e eliminação do vírus sem enfermidade clínica (por volta do 14º dia pós-infecção). Se a resposta imune for lenta ou parcial, a localização no Sistema Nervoso Central poderá resultar em encefalomielite crônica com retardo do início dos sinais neurológicos.

O diagnóstico da Cinomose atualmente é baseado na história e nos sintomas clínicos do animal. As manifestações clínicas são enormemente variáveis e levam a certa confusão e dificuldade, tanto para o diagnóstico clínico, como na investigação experimental da enfermidade, por isso o diagnóstico definitivo, assim como o tratamento, deverá seguir as recomendações de um médico veterinário.

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