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sábado, setembro 18, 2021
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Leia a nossa última edição #40

Reclamações de usuários de transporte por aplicativo disparam em Maricá e região

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O que deveria ser um facilitador na mobilidade urbana se tornou um motivo de estresse e ansiedade para muitos usuários. O transporte por aplicativo tem sido alvo de diversas reclamações nos últimos meses em Maricá, Niterói, São Gonçalo, Saquarema e Itaboraí.

As principais reclamações são sobre: o cancelamento de corrida sem um motivo plausível, demora no tempo de espera e exigências absurdas feitas por motoristas como não estar com sacos de mercado ou com muita bagagem. Os usuários relatam que nos últimos meses, parece que ao pedir uma corrida por aplicativo, o cidadão precisa implorar pelo serviço mesmo que não seja gratuito.

Do outro lado, os motoristas alegam problemas com os próprios aplicativos que insistem em bandeiras promocionais que não beneficiam em nada os parceiros. Eles também alegam a alta no preço da gasolina e que por isso, muitos não aceitam mais corridas de até 4km.

Contraponto

Em nota ao Errejota Notícias, a Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), representante das empresas Uber, 99, iFood, Zé Delivery explica que as empresas associadas à Amobitec estão abertas ao diálogo e trabalham para ajudar os motoristas e entregadores parceiros na geração de renda, trabalhando para que promoções para os usuários das plataformas não interfiram no total de ganhos dos parceiros e que em nenhum momento houve a redução de taxas de remuneração dos parceiros, mesmo em um período de instabilidade econômica do país.

Além disso, a associação afirma que o que tem provocado o maior tempo de espera em algumas cidades e horários, é o aumento exponencial da demanda por corridas, levando a um desequilíbrio temporário entre a oferta e a demanda no mercado.

A associação também ressaltou que o Superior Tribunal de Justiça expressamente compreendeu que estes parceiros são profissionais independentes, sem vínculo de emprego ou trabalho que atraia a competência da Justiça do Trabalho e também reconheceu a ausência de vínculo empregatício. Neste sentido, os motoristas possuem flexibilidade e autonomia para optarem pelos dias, horários e plataformas, que se adequam melhor ao seu dia a dia de trabalho. 

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