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Recusa a assédio termina em violência e ataques homofóbicos contra mulheres em Maricá

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Um caso de assédio seguido de agressões e ataques homofóbicos deixou uma mulher gravemente ferida durante um evento realizado na casa de shows Pier 21, no centro de Maricá. O episódio aconteceu na madrugada do último domingo (8), data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

A vítima é Érica de Aguiar da Conceição, de 32 anos. Ela permanece internada no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara com traumatismo craniano, fratura no maxilar, três costelas quebradas, hematoma no rim e fratura na região da maçã do rosto.

Assédio dentro da casa de shows

De acordo com relatos de testemunhas, Érica estava no evento acompanhada da namorada, identificada como Bruna, quando dois homens se aproximaram do casal. Um deles teria iniciado um comportamento insistente de assédio, tentando beijar a vítima e fazendo gestos obscenos, mesmo após ela afirmar que estava com a companheira e que não tinha interesse.

Ainda segundo testemunhas, o homem também teria tocado Érica de forma insistente, causando desconforto e gerando tensão no ambiente.

Quando Bruna questionou a atitude do suspeito, os dois homens teriam passado a dirigir comentários ofensivos e homofóbicos ao casal. A situação evoluiu rapidamente para uma discussão e, durante o tumulto, um dos homens teria agredido Bruna com um soco.

Violência continuou fora do local

Seguranças da casa de shows intervieram para conter a confusão. Segundo relatos apresentados à polícia, após a retirada dos envolvidos do interior do estabelecimento, a situação se agravou do lado de fora.

Testemunhas afirmam que Érica foi atacada pelo mesmo homem que a havia assediado momentos antes dentro da casa de shows. Ele teria desferido diversos golpes contra a vítima, provocando ferimentos graves.

Após a agressão, Érica foi socorrida e levada ao Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, onde segue internada.

Ato contra a violência

Nesta sexta-feira (13), amigos, familiares e ativistas da comunidade LGBTQIAPN+ convocaram uma manifestação na Praça Orlando de Barros Pimentel, no centro de Maricá. O ato está marcado para as 16h e tem como objetivo cobrar justiça e chamar atenção para casos de violência contra as mulheres e homofobia.

Reprodução

Investigação

Em nota, o Pier 21 informou que os seguranças retiraram apenas os homens envolvidos na confusão e que as duas mulheres teriam deixado o local por conta própria. O estabelecimento afirmou ainda que prestou apoio às vítimas e está à disposição das autoridades.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que equipes do 12º Batalhão de Polícia Militar foram acionadas para verificar uma denúncia de lesão corporal contra mulher, mas não localizaram os envolvidos no momento da chegada ao local.

O caso é investigado pela 82ª Delegacia de Polícia, em Maricá. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias da agressão e identificar os responsáveis.

Dados recentes mostram avanço das denúncias e aumento da procura por proteção no estado

No Rio de Janeiro, os números mais recentes indicam um cenário de alerta em relação à violência contra a mulher. No início de 2026, a rede municipal de saúde registrou, em média, um atendimento a vítimas de violência a cada 36 minutos.

Outro indicador que chama atenção é o crescimento das medidas protetivas. Apenas no primeiro trimestre de 2026, mais de 18 mil medidas de proteção foram concedidas a mulheres no estado, número superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os dados reforçam tanto o aumento das ocorrências quanto a busca por mecanismos legais de proteção por parte das vítimas.

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