O Estado do Rio de Janeiro alcançou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo da série histórica iniciada em 2016. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE, apenas 1,6% da população com 15 anos ou mais não sabe ler e escrever, o equivalente a 232 mil pessoas. O índice é o segundo menor do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina (1,5%), e está bem abaixo da média nacional, de 4,9%.
Entre a população com 60 anos ou mais, o Rio apresentou o melhor resultado do país. A taxa de analfabetismo caiu para 4%, contra 7,1% registrados em 2016. Atualmente, cerca de 140 mil idosos são analfabetos no estado, enquanto a média nacional nessa faixa etária é de 13,8%.
Outro destaque do levantamento é o avanço da escolaridade. A proporção de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino superior passou de 17,8% em 2016 para 27,3% em 2025, o maior percentual da série histórica e o segundo maior entre os estados brasileiros.
A pesquisa também mostra crescimento na média de anos de estudo da população adulta. O indicador chegou a 11,4 anos, segundo maior do país, acima dos 10,1 anos registrados em 2016.
Entre os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização atingiu 95,4%, enquanto, na faixa de 6 a 14 anos, chegou a 99,7%. Além disso, 81% dos adolescentes entre 15 e 17 anos frequentavam a etapa escolar adequada para a idade, avanço de 17,6 pontos percentuais em relação a 2016.
O levantamento ainda aponta redução no número de jovens que não estudam nem trabalham. Em 2025, 17,5% das pessoas entre 15 e 29 anos estavam nessa condição, o equivalente a cerca de 600 mil jovens. Em 2019, esse percentual era de 23,7%. O índice atual é igual à média nacional.
Os dados fazem parte do módulo de Educação da PNAD Contínua, pesquisa anual do IBGE que avalia indicadores como analfabetismo, escolaridade, nível de instrução, frequência escolar e a situação de estudo e trabalho da população brasileira.




















