Rio terá novo Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde

Governador Cláudio Castro Foto - Eliane Carvalho

Foi assinado nesta quinta-feira (3), pelo governador em exercício Cláudio Castro, ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a escritura definitiva do terreno onde será instalado o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. O espaço receberá a maior fábrica de vacinas da América Latina, que vai quadruplicar a capacidade de produção anual de frascos de imunizantes e biofármacos da Fiocruz.

Serão nove prédios, englobando setores de processamento, embalagem, armazenamento de matéria-prima e produtos finais, controle e garantia da qualidade, e centrais de tratamento de resíduos e efluentes, em uma área de 580 mil metros quadrados. No local, serão produzidas todas as vacinas da Fiocruz. A previsão é que a fábrica esteja pronta em 2023.

“Eu não canso de falar o quanto a gente faz história e o quanto é importante para a população quando os políticos se entendem. Quando se tem governo federal, estadual e municipal alinhados, trabalhando em parceria, é o povo que ganha. Hoje estamos celebrando mais um ato em conjunto, no qual a grandiosidade dele coloca o Estado do Rio na vanguarda quando o assunto é fabricação de vacinas. Além disso, estamos falando de uma iniciativa que gera emprego, riqueza e ciência”, destacou o governador em exercício.

Segundo Nísia Trindade, o projeto é prioritário para a fundação, para o Ministério da Saúde e para o desenvolvimento do estado do Rio.

“A Fiocruz só tem a comemorar. O Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde tem um valor estratégico para o Brasil e para o Sistema Único de Saúde, uma vez que a necessidade de ampliar a oferta de vacinas tem se mostrado, atualmente, um dos elementos centrais, principalmente diante das emergências sanitárias que temos vivido. Este é o maior investimento tecnológico em saúde pública no contexto contemporâneo do país. O CIBS ocupa um lugar estratégico no futuro da Fiocruz e tem destacada importância para o Ministério da Saúde e para o desenvolvimento econômico do estado do Rio de Janeiro. Com esse empreendimento, o país dá um passo fundamental para conquistar sua autonomia na produção e oferta de vacinas”, ressaltou.

O ministro da Saúde enfatizou a importância para o Brasil ter um grande centro para reforçar o programa nacional de imunização.

“Estamos vendo nascer o maior centro de produtos biológicos da América Latina. É um novo sistema e um novo processo, e esse investimento será um marco para a saúde pública do Brasil. Temos pesquisadores, cientistas, profissionais de saúde e estudantes direcionados a cuidar do que temos de mais precioso, a vida. Nós vamos poder produzir com a Fiocruz, a curto prazo, para 2021, as vacinas para combater a Covid-19, e com certeza, para um futuro próximo, nós teremos condições de fazer frente a outras ameaças que o Brasil tenha na área de saúde”, afirmou Eduardo Pazuello.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Fábio Galvão, lembrou que o projeto também vai ajudar o Rio a se desenvolver, gerando emprego e renda.

“A Fiocruz vai se instalar em um distrito industrial onde há toda uma perspectiva de novas produções de fármacos e vacinas, e também vai atrair a cadeia produtiva, com a necessidade de insumos e equipamentos. Então, além da questão da pandemia e da saúde pública, que é o nosso foco, também teremos geração de emprego e renda para a população fluminense”, observou.

A expectativa é da criação de 5 mil empregos na construção civil. Outros 1.500 postos de trabalho podem ser gerados com o complexo em funcionamento nas atividades de produção de vacinas e biofármacos. O novo empreendimento no Distrito Industrial de Santa Cruz vai atrair novas empresas para o local, considerando a cadeia de suprimentos necessária para o grande volume de produção de vacinas e biofármacos que serão produzidos. A iniciativa foi lançada em 2010. Nesse período houve investimentos por parte do governo federal da ordem de R$1 bilhão. Dentre os serviços que foram realizados no local estão: terraplanagem, estaqueamentos de toda área, construções dos blocos e cintas e aquisição de grandes equipamentos de processo e compensação ambiental da área.

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