Rodoviários querem restringir pagamento em dinheiro durante crise do Coronavírus

O Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) envia, nessa sexta-feira (13), aos sindicatos patronais, que abrangem os 13 municípios de sua área de atuação, assim como às prefeituras e ao Governo do Estado, ofício reivindicando o estabelecimento de um plano para a prevenção e controle da disseminação do coronavírus (COVID-19), tanto entre os profissionais rodoviários, quanto entre os passageiros.

De acordo com o Sintronac, os ônibus são vetores para a propagação do vírus e que os rodoviários estão potencialmente expostos à doença. Longas horas de viagens em um espaço confinado, grande fluxo de pessoas no ambiente dos coletivos, veículos com ar condicionado sem abertura de janelas, circulação de dinheiro, pouco tempo para a higienização pessoal dos motoristas e cobradores entre viagens, são fatores que tornam a condição dos rodoviários preocupante diante dessa crise de saúde pública de escala mundial.

Com base nesses argumentos, foi solicitado aos poderes públicos municipais e estadual, além de medidas preventivas já realizadas, a imposição às empresas de ônibus, que adotem, em caráter emergencial, o sistema de recebimento das passagens somente através de cartões, pondo fim à circulação do dinheiro em espécie nos coletivos.

Além disso, Sintronac está reivindicando o fornecimento de máscaras cirúrgicas e álcool gel para os rodoviários, um maior espaço de tempo entre as viagens para que os profissionais possam fazer sua higienização pessoal e uma intensa higienização dos ônibus.

O sindicato iniciou, na quarta-feira (11) uma campanha de conscientização dos rodoviários. Com base em informações do Ministério da Saúde foi elaborado um folder informando à categoria sobre o que é o coronavírus, seus sintomas, formas de contágio e prevenção. O material está sendo veiculado no site do sindicato (www.sintronac.com.br)  e, na próxima semana, será distribuído no formato impresso para os rodoviários.

“Sabemos que as redes públicas e privada de Saúde mal dão conta das enfermidades, que atingem a população de um modo geral. Um fenômeno extraordinário como esse do COVID-19 é de extrema gravidade, pois sua disseminação rápida pode levar todo o sistema hospitalar ao colapso. Os ônibus e os demais transportes públicos são, portanto, vetores perigosos para um quadro dramático de saúde pública. Não são apenas os rodoviários ameaçados, mas também os passageiros. O poder público e as próprias empresas têm que ter um olhar diferenciado para essa questão”, afirma o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.

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