SG: Comissão de Mulheres poderá ser presidida pela única vereadora eleita

A vereadora Priscilla Canedo (PT), única mulher eleita e empossada na última semana sexta-feira na Câmara Municipal de São Gonçalo, pleiteia a presidência da Comissão de Assuntos da Mulher, da Criança, do Adolescente do Idoso e do Deficiente, presidida na última legislatura pelo vereador Dr. Armando Marins. Uma sessão extraordinária foi marcada para esta quinta-feira (7) para definir quem serão os presidentes e membros das comissões da Casa de Leis.

Uma manifestação está sendo marcada para às 14 na frente da Câmara de Vereadores da cidade como forma de apoio dos vereadores para aprovar o desmembramento da comissão original em disputa. Os movimentos “Cidade no Feminino” e “Câmara Popular de Mulheres (CP-Mulher)” são os organizadores do ato.

Em entrevista ao ErreJota Notícias, o presidente da Câmara de São Gonçalo, vereador Lecinho (MDB), informou que irá tratar as votações com maior responsabilidade e garantiu que a única mulher eleita será responsável pela Comissão da Mulher.

“Existem duas formas de votar as comissões são elas por proporcionalidade ou no acordo, pela proporcionalidade iremos votar na Priscilla, já que ela é a única representante mulher na nossa Casa de Leis. Se porventura o vereador Dr. Armando Marins não abrir mão da comissão, iremos votar um projeto de resolução da mesa diretora de uma Comissão da Mulher para que a vereadora possa discutir os assuntos relacionados, assim como foi criada a comissão da Juventude”, disse.

O presidente ainda ressaltou que é um compromisso com as mulheres gonçalenses, que uma mulher presida a Comissão voltada para elas.

Procurada a vereadora Priscilla Canedo, acredita que seja uma decisão coerente ela presidir a Comissão de Mulheres.

“Sendo a única vereadora na Câmara a representar as mulheres gonçalenses, nada mais justo e coerente requerer a criação e a presidência da comissão exclusivamente para tratar e defender os direitos das mulheres.

Questionado o vereador Armando Marins (PSC) informou que somente após a votação será possível saber se  continuará ou não como presidente da Comissão e destacou que à frente da Comissão, sempre debateu a violência contra a mulher e que tem acompanhado de perto o aumento do feminicídio na cidade e que também foram feitas audiências públicas, para debater o assunto.

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