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Sequência de tremores no litoral do Rio não oferece risco à população, dizem especialistas

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Os quatro tremores de terra registrados em menos de 48 horas na costa do Rio de Janeiro, próximos ao município de Maricá, voltaram a chamar atenção para a atividade sísmica no litoral fluminense. Apesar da repercussão, especialistas afirmam que os abalos são considerados de baixa intensidade e não representam risco significativo para a população.

Os registros mais recentes ocorreram na tarde desta sexta-feira (22), com magnitudes de 2.0 e 1.6 na escala Richter. Outro tremor havia sido identificado pela manhã, às 6h50, com magnitude 3.1. O primeiro abalo foi detectado na quinta-feira (21), às 5h31, atingindo magnitude 3.3.

Todos os eventos aconteceram em alto-mar, a cerca de 100 quilômetros da costa de Maricá, e foram monitorados pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), com análises do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo.

Professor do Departamento de Geologia e Geofísica da Universidade Federal Fluminense, André Ferrari explicou que esse tipo de fenômeno não é incomum na região e pode estar associado a estruturas geológicas antigas localizadas no subsolo oceânico.

Segundo o especialista, os tremores ocorreram na área entre a plataforma continental e o talude oceânico — região de relevo submarino mais íngreme — e a intensidade registrada é considerada baixa dentro dos padrões internacionais.

Ferrari destacou ainda que o Brasil está distante das áreas de encontro entre placas tectônicas, como ocorre na Cordilheira dos Andes, o que reduz significativamente a ocorrência de terremotos de grande magnitude.

De acordo com o geólogo, os abalos podem estar relacionados a falhas geológicas remanescentes do processo de separação continental que deu origem à Bacia de Santos há milhões de anos.

“A tendência é que novos tremores continuem acontecendo, mas em baixa magnitude”, afirmou o professor.

O monitoramento dos eventos é realizado em parceria entre a Rede Sismográfica Brasileira, o Centro de Sismologia da USP, o Serviço Geológico do Brasil e o Observatório Nacional.

Até o momento, não houve relatos de moradores que tenham sentido os tremores, nem registro de danos materiais ou vítimas.

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