O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou que a Procuradoria-Geral do Estado inicie os procedimentos para garantir o pagamento de indenização às famílias dos pedreiros Edivan Felipe de Assis, de 46 anos, e Marcelo da Cruz Silva, de 41. Os dois foram mortos durante uma ação de policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo), que teriam confundido uma ferramenta de trabalho com uma arma.
Em nota, o Governo do Estado informou que o caso será investigado com “absoluto rigor e transparência” pelas polícias Civil e Militar. Os agentes envolvidos já foram afastados das atividades operacionais.
Segundo relatos de moradores, os disparos aconteceram na manhã da última quarta-feira (27), na localidade de Ipuca, em São Gonçalo. Testemunhas afirmam ter ouvido uma intensa sequência de tiros e disseram que mais de 30 cápsulas de munição ficaram espalhadas pelo local.
A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) realizou perícia na área e apreendeu as armas dos policiais envolvidos. Em nota, a Polícia Militar informou apenas que um procedimento interno está em andamento para apurar as circunstâncias em que os agentes atingiram dois homens que estavam em uma motocicleta.
Conhecido como Celinho, Marcelo seguia para o trabalho ao lado de Edivan quando ambos foram baleados. Vizinhos, eles atuavam juntos em uma obra em Niterói havia poucos dias. Com as vítimas, foram encontradas marmitas e ferramentas de trabalho.
Edivan deixou uma filha de 14 anos e um neto de três meses. Além de trabalhar como pedreiro, ajudava a administrar um bar da família. Já Marcelo foi lembrado por parentes como um homem trabalhador, dedicado e muito ligado à família.
Em meio à dor, familiares das vítimas cobram a responsabilização dos envolvidos e dizem não aceitar a versão de que uma ferramenta de trabalho possa ter sido confundida com uma arma.




















