A Corregedoria da Polícia Militar investiga quatro mortes ocorridas durante ações policiais em diferentes regiões do Rio de Janeiro ao longo de apenas sete dias. As vítimas eram homens que estavam em motocicletas ou a caminho do trabalho. Familiares afirmam que nenhum deles estava armado.
Entre os casos está o do entregador Eduardo de Castro Ornellas, de 26 anos, morto em São Gonçalo. O policial responsável pelo disparo alegou ter confundido um celular preso à cintura da vítima com uma arma. Imagens de câmeras de segurança registraram a perseguição momentos antes do tiro.
Outro episódio sob investigação é a morte de Lucas Rodrigues Rocha, de 25 anos, na Ilha do Governador. A família acusa policiais militares de participação no caso. As circunstâncias da ação ainda são apuradas.
Também seguem sob investigação as mortes dos pedreiros Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, no Jardim Catarina, em São Gonçalo. Policiais admitiram ter confundido um tripé carregado pelas vítimas com um fuzil.
A Polícia Militar informou que abriu procedimentos internos para apurar todos os casos. Os agentes envolvidos foram afastados das atividades operacionais e permanecem em funções administrativas até a conclusão das investigações. A Polícia Civil também realiza diligências para esclarecer as ocorrências.




















