A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, nesta terça-feira (23), um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para estender a prisão domiciliar humanitária, cuja vigência termina na próxima quinta-feira (25). Os advogados argumentam que o quadro de saúde do ex-chefe do Executivo exige cuidados permanentes e acompanhamento médico contínuo.
O requerimento tem como base um relatório médico datado de 22 de junho. Embora o documento aponte estabilidade clínica, a defesa ressalta que as enfermidades apresentadas por Bolsonaro permanecem e demandam monitoramento especializado. Os advogados destacam ainda que, durante o período em prisão domiciliar, o ex-presidente foi submetido a uma cirurgia ortopédica no ombro direito para correção de lesões.
De acordo com a equipe médica, Bolsonaro segue apresentando fatores de risco considerados importantes, como problemas de equilíbrio e instabilidade postural, além de maior probabilidade de quedas. O relatório também menciona risco de broncoaspiração, necessidade de acompanhamento cardiovascular e respiratório e continuidade do tratamento fisioterápico.
A defesa sustenta que a condição estável observada atualmente é resultado dos cuidados recebidos em casa, com assistência permanente de familiares e profissionais de saúde. Segundo os advogados, a manutenção desse cenário depende da continuidade desse suporte.
No pedido enviado ao STF, a defesa também cita o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve autorização para cumprir prisão domiciliar humanitária em maio deste ano. Para os advogados, há semelhanças entre os dois casos, especialmente em relação à idade avançada e à necessidade de tratamento médico contínuo.




















