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Facção impõe restrições a provedores e ameaça acesso à internet em bairros de Niterói

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Denúncias compartilhadas por moradores em grupos de WhatsApp e redes sociais acenderam o alerta sobre possíveis restrições à atuação de provedores de internet na Região Oceânica de Niterói. Os relatos apontam ameaças a equipes técnicas e dificuldades para a realização de instalações e manutenções em bairros como Engenho do Mato, Maravista e Parque Rural.

Após a repercussão das mensagens, a reportagem teve acesso a um comunicado enviado pela Leste Telecom aos clientes. No documento, a empresa informa que diversas ruas da região passaram a ser classificadas como áreas de risco devido a ocorrências envolvendo seus funcionários.

Segundo a operadora, integrantes de uma organização criminosa estariam impedindo a atuação de empresas concorrentes para favorecer um provedor ligado ao grupo que controla determinadas localidades. A empresa alerta que a continuidade das ameaças pode comprometer atendimentos, reparos e novas instalações.

Foto: Reprodução

Um dos casos relatados teria ocorrido na Avenida Augusto Ferreira Ramos, no bairro Maravista. De acordo com informações repassadas pela empresa, um técnico que realizava um atendimento foi abordado por dois homens em uma motocicleta. O funcionário teria sido intimidado e informado de que a operadora não poderia atuar na região por determinação de criminosos.

A Leste Telecom afirma que episódios semelhantes vêm sendo registrados desde o fim do ano passado e que todas as ocorrências foram comunicadas às autoridades competentes. A empresa também orientou moradores a encaminharem informações ao Disque Denúncia que possam auxiliar nas investigações.

O caso gerou preocupação entre moradores da Região Oceânica. Muitos relatam receio de interrupções nos serviços de internet e do aumento da influência de grupos criminosos sobre atividades essenciais na região.

Em nota, a Leste Telecom informou que segue colaborando com os órgãos de segurança e adotando medidas para proteger seus colaboradores e minimizar impactos aos clientes.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou que acompanha situações que possam comprometer a prestação dos serviços e destacou que casos relacionados a crimes devem ser investigados pelas autoridades de segurança pública.

Já a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) manifestou preocupação com os relatos de violência e intimidação contra profissionais do setor e defendeu a livre concorrência e a segurança das operações.

A ocorrência foi registrada na 81ª DP (Itaipu), que conduz as investigações. Enquanto o caso é apurado, moradores seguem acompanhando com preocupação as denúncias sobre a atuação de provedores de internet na Região Oceânica de Niterói.

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