Beth Carvalho quer construir um Instituto do Samba em Maricá

Foto: Blog Marina Caruso - Globo online

Foto: Blog Marina Caruso - Globo online

Em entrevista ao Jornal o Globo, a cantora Beth Carvalho manifestou a vontade de criar um Instituto do Samba Beth Carvalho em Maricá. O espaço seria para abrigar samba e choro. Apesar da intenção, a cantora não divulgou quando pretende colocar em prática a ideia. 

Líder por vocação, Beth Carvalho ajudou a organizar o cenário da foto para a entrevista, regendo quem empurrava a mobília: “Cuidado, gente. Esse sofá é pesado, tem uns 40 anos”. Tão resistente quanto o móvel, o disco “De pé no chão” chega também aos 40. E vai levar Beth ao palco do KM de Vantagens Hall, na Barra, no próximo sábado, ao lado do Fundo de Quintal. Mas, na verdade, os pés da madrinha do samba poucas vezes tocam o chão.

Desde 2006, fortes dores na base da coluna tiram o conforto da cantora, de 72 anos, que passa a maior parte do tempo deitada. Beth chegou a se mudar algumas vezes com mala e cavaquinho para o Pró-Cardíaco, onde ficou internada por 18 meses na mais longa crise. A dor faz com que a locomoção nos shows seja tão planejada quanto o figurino. “Pensei em cantar em uma chaise longue. Seria a única no mundo a cantar na cama. Ainda estou com essa ideia”, diz.

Dos muitos remédios que aliviam a dor, nem mesmo o que custa R$ 25 mil tem efeito tão eficaz quanto o causado pelo amor à vida e ao trabalho. Beth tem o sonho de virar filme, uma farta relação de projetos na cabeça e resistência igual à de um sofá de couro da melhor estirpe.

Beth também afirmou que acompanha o momento político do Brasil. “É inadmissível o que fazem com o Lula. Não há provas. Vou de Haddad. E me preocupa o futuro do Brasil se não der esse resultado. Não gosto de Bolsonaro. Nem de Cunha, Alckmin, Serra. Está bom, né?”, disse a cantora.

Sobre sua saúde, Beth Carvalho relata uma doença óssea na coluna. “Tenho uma inflamação óssea na coluna. Na região do sacro. Convivo com isso há 12 anos. Quando a dor pinta, eu tenho que ir para o hospital porque só antibiótico na veia resolve. Já sou íntima no Pró-Cardíaco. Fiquei lá um ano e meio direto. E depois fiquei mais um ano”, revelou.

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