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terça-feira, junho 22, 2021
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Casa de festas voltam a funcionar com restrições em Maricá

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Casas de festas e sítios para eventos familiares poderão voltar a funcionar em Maricá, mas deverão seguir as regras de flexibilização. O novo decreto prevê para os ambientes fechados no máximo 50% da capacidade do local e em ambiente aberto no máximo 60% de sua capacidade. Ainda não está permitida a realização de eventos abertos.

Com as novas regras doceiras, cozinheiras, garçons, fotógrafos especializados em eventos, além de centenas de pessoas que reforçam o orçamento doméstico confeccionado enfeites para decoração, sem contar os proprietários de casas de festas e sítios, veem nesta mudança do decreto a oportunidade de recuperar o tempo em que ficaram sem poder trabalhar.

Nilda Rodrigues, 49 anos, atua com aluguel de decorações para festas há seis anos e contou que teve que se reinventar por conta da pandemia.

“Procuramos não parar dentro dos limites que temos, dentro das condições  determinadas pela Prefeitura. Agora, com o isolamento social, a gente realizou várias entregas, onde as pessoas contratavam decorações simples, para as festas em família, às vezes de até quatro pessoas. O ramo de quem trabalha com eventos é uma cadeia, os noivos, aniversariantes vem aqui, alugam as peças, locam o salão, e por aí vai. Esse novo decreto vai tirar muitos contratos da gaveta”, explica.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Comércio, Indústria, Petróleo e Portos, Igor Sardinha, ressaltou que o setor de eventos é de extrema importância para a cidade de Maricá e envolve uma cadeia gigante de serviços.

“Apesar dos cuidados que não podemos deixar de tomar diante de uma pandemia que ainda está entre nós, entendemos que estamos em um momento que permite que avancemos na liberação parcial e monitorada de algumas atividades. O setor de eventos foi um dos que mais sofreu na pandemia e o seu reaquecimento é importante na geração de emprego e renda para a população local”, disse.

A fotógrafa Rosane Réde, 47 anos, diz que no período em que as festas estavam suspensas, ela passou a  fazer ensaios fotográficos no estúdio, com horários marcados e seguindo todos os protocolos recomendados pela saúde.

“ Eu estava ansiosa para esse retorno. Ano passado foi um ano muito difícil para nós que somos autônomos e agora já começamos a vacinação e por mais que não pareça, por trás de todo evento tem uma grande equipe, profissionais que precisam sustentar suas famílias, então estamos com as melhores expectativas”, afirmou.

Maricá possui cerca de 20 locais de eventos , entre casas de festas e  espaços  para eventos corporativos. Com a flexibilização, os proprietários desses espaços acreditam no reaquecimento do setor.  Marcelly Góis, proprietária de uma casa de festas no bairro Condado, recebeu animada a notícia da volta do funcionamento.

“O setor de festas não é só a casa de festas, são muitas pessoas envolvidas, muita gente trabalhando. Uma festa para 100 pessoas, por exemplo, a gente tem diretamente 15 pessoas trabalhando. Fora os fornecedores indiretos. Mas eu acredito sim que a gente vai conseguir se reerguer, as medidas tiveram mesmo que ser tomadas e a gente entende sobre a preservação das vidas e apesar de voltarmos só com 50% da capacidade a gente já fica muito feliz”, disse.

A reabertura desses espaços  por parte da Prefeitura  determina uma série de cuidados por parte dos proprietários desses locais. Além da redução da capacidade, os locais devem organizar uma mesa a cada 10 m². Todo evento deve impreterivelmente terminar até a 1h da manhã, sendo permitida a duração máxima de 6 horas por festa, por dia e local.

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Maricá e do Maricá Convention & Visitors Bureau, Paulo Santos, este último decreto traz flexibilizações importantes

“A ampliação dos horários das academias, quiosques, salão de beleza, aumento na taxa de atendimento para 60%, tudo isso já ajuda a melhorar a atividade econômica, porém, é claro e evidente, que todos os cuidados devem ser seguidos em relação a pandemia Covid19. Os ajustes dos horários de funcionamento foram e são importantes para que as atividades aos poucos possam retornar em sua plenitude”, concluiu.

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