A dragagem do Canal de São Lourenço entrou na reta final e deve impulsionar a retomada da indústria naval, da atividade portuária e da economia do mar em Niterói. Nesta terça-feira (7), durante encontro com representantes dos setores naval, offshore, portuário e de petróleo e gás, o prefeito Rodrigo Neves anunciou o início dos estudos para uma segunda etapa da obra, que pretende ampliar ainda mais a circulação de embarcações no complexo marítimo.
Com investimento de R$ 162,6 milhões, a intervenção aumentará a profundidade do canal de sete para 11 metros, permitindo a entrada de navios de maior porte e ampliando a capacidade operacional da região.
“A dragagem do Canal de São Lourenço é uma das estratégias centrais para a retomada econômica de Niterói. Desde o início do meu primeiro mandato, passamos a estudar a viabilidade dessa intervenção, essencial para permitir a entrada de navios de maior porte e destravar a atividade portuária e naval da cidade. Estamos criando as condições para recuperar uma cadeia histórica que envolve a indústria naval, os estaleiros e também a atividade pesqueira, com a reativação do entreposto de pesca e a requalificação do entorno da Ilha da Conceição. É uma transformação que abre novas frentes de desenvolvimento e recoloca Niterói em uma posição estratégica na economia do mar”, afirmou o prefeito.
Rodrigo Neves informou ainda que o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) já desenvolve estudos técnicos para uma nova ampliação da dragagem. A futura etapa deverá aumentar a navegabilidade do canal e, após a conclusão dos estudos, a licitação está prevista para 2027.

A obra busca recuperar um setor que já foi um dos pilares da economia da cidade. Com a crise da indústria naval e do petróleo, mais de 20 mil empregos foram perdidos em Niterói desde a década de 1990.
O secretário executivo de Niterói, Felipe Peixoto, destacou o impacto da intervenção para a geração de empregos.
“Estamos investindo recursos da Prefeitura porque a economia do mar é uma estratégia de desenvolvimento para Niterói. A dragagem é fundamental para fortalecer setores como indústria naval, atividade portuária, pesca e apoio offshore, gerando emprego, renda e novas oportunidades”, disse.
Embora a dragagem seja uma atribuição federal, a Prefeitura financiou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), etapa necessária para o licenciamento da obra, com investimento de R$ 772 mil.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite, a cidade elimina um dos principais obstáculos ao crescimento do setor.
“O município decidiu liderar esse esforço diante da crise do setor naval e da atividade pesqueira e portuária. Hoje estamos próximos de concretizar uma obra que pode mudar a base econômica da cidade. Será a hora de continuarmos criando as condições para novos investimentos e oportunidades. Entraremos numa nova fase com qualificação e reestruturação. Podemos dizer que fizemos a estrada; agora vamos fazer novas ruas”, afirmou.
Representantes do setor produtivo também comemoraram o avanço da obra. O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), Domênico Accetta, destacou que a intervenção vai ampliar as oportunidades econômicas da cidade.
“Hoje foi uma grande satisfação participar desse momento, ao lado do secretário, do prefeito e de todos os envolvidos, acompanhando a finalização da dragagem em Niterói. Essa obra possibilita o incremento de novos serviços, mais oportunidades de trabalho, geração de receitas e uma melhoria na qualidade de vida da população. Esse é o principal objetivo: transformar uma intervenção de infraestrutura em desenvolvimento econômico e social para a cidade”, explicou.

Foto: Luciana Carneiro




















