A Prefeitura do Rio de Janeiro, associada com o Governo do Estado, anunciam, na manhã desta terça-feira (07) o programa Tolerância Zero, de ações de combate à exploração ilegal dos espaços públicos na capital fluminense.
O anúncio acontece no Centro de Operações Rio, na Cidade Nova, na região central. O prefeito Eduardo Cavaliere e o secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, anunciaram o projeto. As ações contarão com o apoio das forças de segurança e começarão no dia 16 de julho.
Segundo Cavaliere, o principal objetivo é articular ações entre os poderes contra a distribuição, estrutura e venda de produtos ilegais.
“A exploração do espaço público é algo muito antigo no Rio de Janeiro, de décadas. Mas, com a configuração atual, com volume, escala, padronização e pontos de distribuição, se consolidou e configura com a exploração ilegal do espaço da cidade associada com o crime organizado”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.
Entre as primeiras ações está a publicação de dois decretos para estabelecer um perímetro de tolerância zero de exploração do espaço público nos calçadões do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon.
Cerca de 70 pontos estratégicos de ocupação serão estabelecidos pelas autoridades para evitar a exploração destas áreas, com a ajuda de um mapeamento realizado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública.
“Não podemos admitir que o crime organizado venha a explorar pessoas para que exerçam essas atividades de forma ilegal. A prefeitura, além de anunciar com antecedência à operação, está dando a oportunidade ao cidadão de bem, trabalhador, de se regularizar”, afirmou Victor Santos, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Entre os problemas identificados pelas ações preventivas nos calçadões de parte da Zona Sul do Rio estão:
Cobrança ilegal por pontos de venda; Exploração de ambulantes; Venda e aluguel clandestino de pontos; Mercadorias sem origem comprovada; Logística própria de abastecimento.
O secretário de ordem pública, Marcus Belchior, afirmou que 22 depósitos ilegais usados irregularmente foram identificados por ações de inteligência. Segundo a pasta, cerca de R$ 100 milhões de faturamento anual com locações de pontos, depósitos e equipamentos.
De acordo com uma estimativa do poder público, são mil pontos ilegais de venda nos calçadões dos quatro bairros.
Outro dado do levantamento que chama a atenção é que, entre os ambulantes ilegais, 20% deles são estrangeiros.
“Algumas facções criminosas chegam a cobrar de R$ 200 a R$ 300 por dia por pontos de venda nos calçadões da nossa orla. A exploração de ambulantes e a venda e o aluguel clandestino de pontos. Além de mercadorias sem origem. Como pode uma barra de chocolate famosa, em um shopping, custar R$100, R$ 110 e o ambulante estar vendendo por R$ 30? Isso, obviamente, não vem de uma origem legal”, disse o secretário Marcus Belchior.
Além da orla, as ruas que chegam à orla também receberão reforço no policiamento por meio de agentes, câmeras e drones. A prefeitura afirma que o objetivo é romper uma cadeia ilegal.




















