O MagLev-Cobra, trem de levitação magnética desenvolvido pela Coppe/UFRJ em parceria com a Escola Politécnica (Poli), deve dar um importante passo rumo à operação experimental. A versão automatizada do veículo, produzida pela empresa Aerom com apoio da Faperj, deverá iniciar os testes com passageiros até outubro deste ano na linha instalada no Centro de Tecnologia da UFRJ.
Em paralelo, a equipe do projeto apresentou à Finep uma proposta para financiar um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), que irá definir a melhor alternativa para ampliar o percurso do trem. Uma das possibilidades é estender a linha até o Parque Tecnológico da UFRJ, permitindo que o MagLev percorra curvas e aclives e ampliando a validação da tecnologia de supercondutividade utilizada no sistema.
De acordo com o coordenador do projeto, o professor Richard Stephan, a sustentação do MagLev-Cobra ocorre por meio de supercondutores instalados na parte inferior do veículo e trilhos compostos por ímãs de terras raras. Segundo ele, um dos próximos desafios é fortalecer a produção nacional desses componentes estratégicos, reduzindo a dependência de importações.

Durante o VII Congresso Brasileiro de Terras-Raras, realizado neste mês no Centro de Tecnologia da UFRJ, o projeto foi apresentado a pesquisadores, estudantes, empresários e investidores. O evento também destacou pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias brasileiras para aumentar a resistência e a durabilidade dos ímãs utilizados no sistema, reduzindo custos de manutenção e ampliando a autonomia tecnológica do país.
Além de representar uma alternativa sustentável para a mobilidade urbana, com baixa emissão de carbono, o MagLev-Cobra reforça o papel da UFRJ no desenvolvimento de soluções inovadoras e na criação de tecnologias capazes de fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência de componentes importados.



















