Israel lançou, na madrugada deste sábado (28), um ataque contra o Irã e declarou estado de emergência “especial e imediato” em todo o território israelense, segundo informações da agência Reuters. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a realização de “grandes operações de combate” em território iraniano, afirmando que a ação tem como objetivo eliminar ameaças iminentes e defender interesses americanos.
O governo israelense classificou a ofensiva como preventiva, intensificando a escalada de tensão no Oriente Médio e reduzindo as perspectivas de uma solução diplomática para o impasse em torno do programa nuclear iraniano. Na quinta-feira (26), Irã e Estados Unidos haviam retomado negociações sobre o tema. Países ocidentais acusam Teerã de buscar armas nucleares, o que é negado pelo governo iraniano.
Após os ataques, sirenes de alerta aéreo foram acionadas em diversas regiões de Israel diante da identificação de mísseis lançados do Irã. Explosões foram registradas na região de Haifa, no norte do país.
De acordo com a emissora Al Jazeera e agências de notícias iranianas, bombardeios atingiram áreas civis no Irã, incluindo uma escola primária feminina em Minab, na província de Hormozgan, onde ao menos 53 pessoas teriam morrido e 63 ficado feridas. Outra escola, a leste de Teerã, também foi atingida, com registro de mortes. Autoridades iranianas condenaram as ações, classificaram os ataques como violação do direito internacional e informaram que levarão o caso ao Conselho de Segurança da ONU. Até o momento, não houve resposta oficial de Estados Unidos ou Israel sobre as acusaiações envolvendo alvos civis.
O governo brasileiro condenou os ataques e manifestou grave preocupação com a escalada do conflito, ressaltando que as ações ocorreram em meio a um processo de negociação. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores defendeu o diálogo como único caminho para a paz, pediu respeito ao Direito Internacional e máxima contenção para evitar novas hostilidades e proteger civis. O embaixador do Brasil em Teerã está em contato com a comunidade brasileira, enquanto as demais representações diplomáticas na região acompanham a situação e orientam cidadãos a seguir as recomendações de segurança das autoridades locais.

















