#ErreJotaNaFolia: Mais de dois mil foliões curtem o Bloco do Meia 5

Com senso crítico e muita festa, o Bloco do Meia 5 arrastou mais de dois mil foliões no Centro de Maricá neste sábado (22). Esse foi o quarto ano do bloco que, com muita animação, protestou contra o cenário político atual, contra o racismo e a intolerância religiosa.

“O abadá deste ano adotou a cor amarela e adornos que remetem à manifestação da cultura negra, como símbolo de resistência e luta”, celebrou Rodrigo Palomo, presidente do bloco. A inspiração da peça veio do Olodum, tradicional bloco de carnaval de Salvador, Bahia.

Durante o bloco, destacaram-se estandartes com sátiras que protestaram contra as gestões federal e estadual. Outras peças ressaltavam a importância da arte e cultura para a sociedade.

Agitaram o bloco a cantora Moniquinha Ângelo e a banda do projeto Identidade Preta. “É uma festa para toda a família, e a gente tem essa característica de começar dobrar de tamanho ao final do desfile. O trio começou com o axé da Moniquinha e encerrou com o batuque do Identidade Preta, o que deixou os foliões muito animados”, contou Alan Novais, idealizador do bloco.

“Ficou lindo. Nem a chuva ofuscou o brilho do desfile. Foi um misto de alegria e raça. Parabéns à bateria do Identidade Preta, que fechou o desfile com chave de ouro”, parabenizou o folião Armando Medeiros.

No próximo carnaval, o Bloco do Meia 5 completa cinco anos e os organizadores querem fazer uma festa ainda mais marcante. “Queremos superar as expectativas para a próxima edição. Por isso, já vamos reunir toda a equipe de trabalho já na semana que vem para pensar o Meia 5 de 2021”, enfatizou Novais.

“Que se dê continuidade em ver Maricá como um todo. É um caminho agregador em valores e que solidifica um trabalho de busca e execução de projetos. A arte e a cultura sempre darão grandes respostas”, disse o carnavalesco Valdo Lima, que participou do desfile.

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