Rebocador da Marinha afunda e provoca derramamento de óleo na Baía de Guanabara

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Em um momento em que todo o país volta seus olhos para o Nordeste por conta do óleo que está chegando nas praias, no Rio de Janeiro algo semelhante pode acontecer em breve. Um navio rebocador da Marinha do Brasil afundou na última segunda-feira (04) na foz do Rio Jequiá, na Ilha do Governador, e lançou grande volume de óleo nas águas da Baía de Guanabara.

Tal derramamento deve atingir praias, a biodiversidade marinha e o manguezal do próprio Rio Jequiá. Na Ponta do Matoso funciona o Terminal de Petróleo da Estação Rádio da Marinha, que compreende a Área de Proteção Ambiental e de Recuperação Urbana (APARU) do Rio Jequiá. O local abriga a Colônia de Pescadores Z-10 e o manguezal serve como refúgio e de alimentação para a avifauna, inclusive espécies migratórias, como maçaricos (Charadriiforme da família Scolopacidae), que anualmente vem do Hemisfério Norte.

Segundo o Movimento Baía Viva, este terminal da Marinha à beira da Baía de Guanabara, na foz do Rio Jequiá, é uma das 92 áreas de riscos tecnológicos localizados no município do Rio de Janeiro, sendo que 1/3 deste total ficam situadas nas ilhas do Governador e do Fundão, na XX Região Administrativa.

Em nota, a Marinha do Brasil confirmou o naufrágio e “imediatamente foram acionados os planos de emergência individual do Depósito de Combustíveis e da Base Naval do Rio de Janeiro, com o lançamento de dupla linha de barreiras de contenção e barreiras absorvedoras na posição, realizada inspeção da embarcação por mergulhadores da Marinha e feito monitoramento de áreas e praias próximas, inclusive colônias de pescadores que ali vivem”.

A nota esclarece, ainda, que não houve feridos no naufrágio e que todos os quatro tripulantes foram retirados em segurança.

A Marinha do Brasil informou, também, que a reflutuação da embarcação foi feito na última terça-feira (05) e que o rebocador está atracado e em reparos na Base Naval do Rio de Janeito

A Marinha do Brasil conclui a nota esclarecendo que equipes realizam monitoramento das praias e dos locais adjacentes ao incidente, e não foram identificados indícios de poluição hídrica.

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