Representantes da OAB-Maricá participam de evento sobre políticas de reparação da escravidão negra no Brasil e EUA

O presidente das comissões da Ordem Nacional e Estadual da Escravidão Negra no Brasil, Humberto Adami, recebeu na sede da Seccional, na última terça-feira(10), um grupo de alunos da Faculdade de Direito da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos que, coordenados pela professora Regina Austin, promovem um programa de estudos sobre consequências socioeconômicas da escravidão para a população afro-americana e as formas jurídicas de reparação diante desse diagnóstico.

A OAB-Maricá este no evento representada pela Drª Marcia Braz, presidente da comissão de igualdade racial; Drª Kelly Nery, presidente da OAB-Mulher; Drª Mariana Sattamini, Presidente Prerrogativas; Drª Valéria Rangel, Presidente da Comissão de Eventos; Drª Fatima Ferreira, Delegada da Caarj e o Presidente da OAB- Maricá, Eduardo Carlos que compôs a mesa.

“Falei um pouco do nosso trabalho em Maricá e como vamos compilar a história da escravidão em nosso município”, disse o Eduardo Carlos.

O evento, realizado ao longo de todo o dia, desenvolveu o cenário em cada um dos dois países, dando voz a estudiosos e militantes brasileiros e americanos na luta pela reparação. O passado marcado por uma das maiores tragédias da humanidade, que foi a escravidão negra, não é exclusivo do Brasil. E as discussões sobre políticas de reparação da dívida histórica da sociedade com os afrodescendentes, portanto, podem ganhar muito se acrescentarem exemplos de outras nações.

Pelo lado do Brasil, uma das maiores referências do movimento negro – fundador da da Sociedade fundador da Sociedade de Intercâmbio Brasil-África (Sinba) e do Movimento Negro Unificado (MNU), Yedo Ferreira; a presidente da Reafro e gestora do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, Ruth Pinheiro; o representante do Quilombo Raça e Classe Julio Condaque; e o ativista do Conlutas José Elias Alfredo.

Apresentando o viés norte-americano estiveram, além dos estudantes e de Austin, a diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) Elisa Larkin e a jornalista Kiratiana Freelon. Esta última, aliás, foi a grande responsável pelo encontro. Ela, que há cinco anos trabalha no Brasil voltando seu foco, em especial, às questões relacionadas às mulheres negras, foi contatada pela Universidade e articulou com Adami a realização do evento.

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